Olá. O meu nome é Mariana Martins, tenho 20 anos...e adoro a Barbie (pronto, não me julguem…há quem goste da Hello Kitty, Pucca, Betty Boop, …certo?).Portanto, não existe forma melhor de começar este novo percurso do meu blog. Agora pelo mundo da Publicidade…
Nascida Barbara Millicent Roberts, a Barbie celebra o seu aniversário no dia em que se estreou na feira do brinquedo de Nova Iorque, a 9 de Março de 1959. Mas tudo começou quando Ruth Handler, co-fundadora da Mattel, estava a observar as brincadeiras da sua filha com bonecas de papel que fazia passar por mulheres adultas. Nesse momento, deu-se conta de que tudo o que existia no mercado eram imitações de bebés. Teve então a ideia de fazer uma boneca adolescente com qual as meninas se identificassem. Durante uma viagem à Europa, a sua ideia toma forma quando vê Lilli, a versão tridimensional de uma personagem de uma banda desenhada erótica publicada no tablóide alemão Bild. Sem pudores, Ruth leva Lilli para os E.U.A. e apresenta-a como modelo ao designer Jack Ryan.
Com o cabelo louro apanhado num rabo-de-cavalo subido e um fato de banho às riscas pretas e brancas, a primeira Barbie chega, vê e vence.

A partir dos anos 80, a febre estende-se aos adultos. Dos três dólares que custavam as primeiras bonecas, uma Barbie pode atingir mais de 7.800. O recorde foi estabelecido num leilão da Christie’s, em Londres, com a Barbie Midnight Red, de 1965, a ser vendida por dezassete mil dólares.
Aqui podemos observar o primeiro spot feito para a Barbie, em 1959:
Porém, a comunicação tem vindo a evoluir ao longo do tempo. E na imensidão de spots que encontrei da Barbie, escolhi particularmente este. Porquê? Porque este foi o meu 1º Ken:
A música que passa neste spot é totalmente dirigida a crianças. A voz que canta a melodia é suave, doce, alegre, …, é uma voz feminina, que as crianças “assumem” como maternal. Além da voz, o spot é extremamente informativo: praticamente só pela audição percebemos o tipo de diferenciação que o produto oferece (um Ken em que temos a capacidade de fazer e desfazer a barba, as vezes que quisermos; um Ken que permite novas “brincadeiras”) e aprendemos a usá-lo. Além disso, a maioria das crianças, para que este spot é dirigido, ainda não sabe ler, ou estão a aprender. Assim, a audição assume um papel crucial.
A imagem vem completar tudo isto. Todo o spot foca bastante o produto – o Ken.
Simulando uma “brincadeira”, crianças explicam como utilizar o produto (supporting evidence).
E além da voz, que inspira a figura materna, as crianças, associam o acto de “desfazer a barba” a uma figura paterna.
Assim, este spot comunica um novo produto, distanciando-se dos seus concorrentes, ao demonstrar a constante capacidade de inovar da marca.
O spot capta a atenção, apelando à emoção e incitando as crianças a pedirem, aos pais o Ken Barba Mágica. Desta forma, os Pais, da classe média, média-alta e alta, são o público-alvo; o segmento as crianças dos 5 aos 12 anos de idade.
A assinatura da marca:

O “cor-de-rosa barbie” (sim, é verídico! Existe), a boneca de cabelo apanhado num rabo-de-cavalo subido e as crianças, são características sempre associadas à marca.
Já o slogan de campanha varia e, neste caso, é nos apresentado no inicio e fim do spot... “Sempre Junto a ti… Ken Barba Mágica”
No dia 9 de Março de 2009, a Barbie comemorou cinquenta anos de existência.

A boneca mais vendida do mundo (comercializada em 150 países, estima-se que, a cada segundo, são vendidas duas Barbies no mundo) continua a dizer “Yes, I Ken.”
A Barbie sempre teve um grande sentido de estilo e já foi musa de McQueen, Gaultier, Galliano, Louis Vuitton, Vivienne Westwood, entre outros (a lista é enorme). As estimativas da Mattel indicam que já foram criadas mais de mil milhões de peças desde o aparecimento da boneca. E, apesar de já ter tudo com que uma rapariga sonha (um Volkswagen Beatle cor-de-rosa, uma casa de sonho, qualquer carreira que lhe apeteça e até um Ken), ao celebrar os seus cinquenta anos, chovem presentes. “Em todas as capitais da Moda, haverá alguma coisa a acontecer”, diz Richard Dickson, responsável pelo rebranding da boneca. Portugal não é excepção. No dia 9 de Março, por todo o país, existiram animações em várias lojas, com ofertas de brindes, e, em Maio, o Museu do Traje abre as suas portas a uma mostra que ilustra o papel da boneca na história da moda. Uma história que também se fez em português: em 1989, Augustus cria o primeiro modelo para a Barbie. “Quando cria para a Barbie, a maioria dos designers torna-se criança”, revela Richard Dickson.
Uma das críticas mais comuns é a de promover uma ideia distorcida do corpo feminino. E, mais recentemente, o “b[u]z” da indignação da imprensa, por considerarem irrelevante dar-lhe “tempo de antena” na comunicação social, pelos seus 50 anos de existência. (Por favor consultar o texto do Ricardo Araújo Pereira: in http://aeiou.visao.pt/um-grande-beijo-de-plastico-para-a-barbie=f499144)
Críticas à parte, a Mattel recusa-se a divulgar os números portugueses, mas garante que “a Barbie é a marca líder de mercado em brinquedos de menina, com grande destaque face aos seus concorrentes”.
Mais do que um ícone norte-americano, a Barbie tornou-se um símbolo de cultura pop universal. Foi retratata por Warhol, vestida por todos os designers, despida pelos críticos culturais e comprada mais de mil milhões de vezes. Foi surfista, hippie, yuppie, estrela rock, astronauta, veterinária e candidata a presidências.
É caso para citar os Aqua e dizer:
"Life in plastic is fantastic!"
Fontes: http://barbie.everythinggirl.com/; http://www.barbiemedia.com/; http://www.youtube.com/ e material disponibilizado pela Professora.
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