Thursday, 30 April 2009

"When you think of fashion PATRICIA FIELD should pop into your head!"

Patricia Field, original de Nova Iorque, é uma das visionárias mais reconhecidas do mundo da moda: nomeada para um Óscar e vencedora de Emmy’s por um filme e por ser a estilista de televisão mais reconhecida. É, ainda, dona de uma boutique com a sua própria linha de roupa.
Field foi aclamada pela crítica e aumentou as expectativas do glamour do mundo televisivo quando desenhou o guarda-roupa do Sexo e a Cidade, o show televisivo mais fashion da história da televisão.
Field é uma verdadeira pioneira que trouxe uma nova forma de vestir para a mulher americana e simulou um movimento de moda por todo o mundo.
Esta estilista americana possui uma impressionante lista de projectos: Crime Story, Wiseguy, Spin City, Hope and Faith, Six Degrees e Cashmere Mafia. A nível de filmes inclui: Miami Rhapsody, The Substitute, Dear Diary e The Devil Wears Prada (2006) e, claro, Sex and the City (2008). Actualmente, está a trabalhar na série Ugly Betty (transmitida em Portugal através do canal Fox Life) e Kath & Kim e, acabou recentemente o filme Confessions of a Shopaholic.
Field desenha ainda imensas colecções para outras marcas, nomeadamente, Candie's Shoes, Rocawear, Ash & Diamonds, Barbie da Mattel, entre outras.

O que me levou a escolher esta “marca”, foi o seu destaque relativamente às demais. Field não faz spots. A sua melhor publicidade são os filmes, séries e associações a outras marcas.
Field, para já, não necessita de recorrer a meios como outdoors, muppies, spots,..., esta utiliza o melhor meio de publicidade: o consumidor.
Segundo um recente estudo da Nielsen analisou o comportamento dos consumidores em relação aos vários tipos de publicidade existentes (desde a publicidade tradicional na tv à publicidade na Internet). Este estudo chega a duas conclusões muito interessantes: "a confiança na publicidade varia muito entre as culturas e os países, assim 67% dos brasileiros declaram confiar na publicidade enquanto apenas 32% dos italianos declaram o mesmo.
O meio de publicidade mais eficaz é...o consumidor! 78% dos inquiridos afirmam confiar nas recomendações de consumidores e 61% nas opiniões de consumidores na Internet, enquanto apenas 56% acreditam na publicidade na tv, 54% na publicidade na rádio, e 18% nas publicidades por telemóvel."

A Nielsen confirma assim a ideia que os consumidores confiam mais nas pessoas do que em qualquer tipo de publicidade, o que deverá levar as marcas a adaptar-se e a apostar cada vez mais em estratégias de Marketing 2.0.

Patricia Field, ao publicitar-se em séries tão famosas como, por exemplo, o Sexo e a Cidade, atinge o consumidor directamente.
O consumidor procura um estilo de vida semelhante ao das personagens da série, assim, principalmente para o público feminino (público e segmento alvo), a ideia de possuir uma peça de roupa igual à que a Carrie usa é fantástica e acessível. O consumidor cria laços emocionais com a série e, consequentemente, com as marcas a que esta se associa. Desta forma, a estilista "anda na boca do mundo" sem, no entanto, recorrer à dita "publicidade tradicional".









Fontes: http://www.patriciafield.com/; http://www.mktg2.net/2007/10/14/o-meio-de-publicidade-mais-eficaz-e-o-consumidor/; e material disponibilizado pela Professora.

Vespa

A primeira Vespa foi produzida em 1946 e transformou-se num sucesso imediato. Este primeiro modelo, ainda hoje é produzido em larga escala. O seu design eterno foi o que fez a Vespa ter a popularidade que tem em todo o mundo. Muitos modelos foram produzidos com pequenas diferenças, mas visíveis. Os tamanhos do motor variaram de 50-200cc.
A Vespa é desenhada e produzida pela Piaggio em Itália.
A Piaggio participou em muitos mais projectos além da sua famosa linha scooter.
A empresa era uma inovadora distinta na área dos transportes. A Piaggio foi fundada em Genoa, Itália em 1884 por Rinaldo Piaggio, de 20 anos. Começou o seu negócio com encaixe em navios luxuosos. No fim do século, a Piaggio produzia carruagens de trilho, autocarros luxuosos, carruagens para camiões, motores e comboios.

Com o passar dos anos, o filho de Rinaldo, Enrico Piaggio, tomou posse da empresa. Porém, estava preocupado com o estado desastroso das estradas e da economia italiana, após a II Guerra Mundial.
Assim, Enrico focou os objectivos da empresa nas necessidades móveis pessoais do povo italiano.



O ingénuo coordenador aeronáutico da Piaggio, Corradino D'Ascanio, desenhou, construiu e fez voar o primeiro helicóptero moderno. Com o novo foco da Piaggio, dedicou-se a projectar um veículo simples, resistente e económico que fosse confortável e elegante. D'Ascanio não suportava motociclos e subsequentemente apareceu com um novo veículo revolucionário. Usando a influência da última tecnologia aeronáutica daquele tempo, inventou um veículo que poderia ser construído num "escudo único", ou corpo a toda a prova, que se torna uma tradição da Vespa.
O resultado seria a Vespa - um design "inspirado num avião" que continua a ser único e pensado no futuro para veículos de duas rodas.
Em Abril de 1946, as primeiras 15 Vespas saíram da fábrica de Pontedera. A primeira alcançou 60 quilómetros por hora.Este era um veículo de serviço público verdadeiro de duas rodas que não oferecia um motor incómodo e ruidoso, e sim classe e elegância à primeira vista.



No final do ano 1949, 35.000 unidades tinham sido produzidas - Itália estava a recuperar das feridas da guerra e a começar a reparar nas Vespas. Nos primeiros dez anos, um milhão de unidades foram produzidas. Pelos meados dos anos cinquenta, a Vespa era produzida na Alemanha, Inglaterra, França, Bélgica, Espanha e, naturalmente, em Itália.


Devo admitir que o meu primeiro sentimento ao ver este spot, ou seja, quando f-i-n-a-l-m-e-n-t-e o descobri, foi de alivio…porque não foi fácil encontrar spots televisivos da Vespa… ou outro tipo de publicidade “exclusiva” Vespa.

De seguida, fiquei curiosa em saber como a “história” deste King Kong terminava:



Nada melhor, para despertar a curiosidade do consumidor, do que um pouco de suspense: pessoas a berrarem? A fugirem de quê? “It´s a Bird? It’s a Plane? No it’s King Kong!” (adaptações MARTINS, Mariana; 2009) Vai se apaixonar pela rapariga? É o normal dos filmes “King Kong”. Não, esperem, ele pousa a Vespa e…choque?!!
Não, o gorila apenas fez a sua escolha: a Vespa.

A cor predominante no spot é o vermelho: flores, roupa das “personagens secundárias”, da “actriz principal” e da Vespa. O vermelho é a cor da sedução. Pormenor: a rapariga e a Vespa estão ambas de vermelho, no entanto, quem seduz o gorila é a Vespa.
A “imagem de marca” constitui-se como o tipo de estratégia criativa deste spot, pois a marca, praticamente, justifica-se por si própria. Há semelhança de outras marcas de renome (Coca-Cola, …), a Vespa é um estilo de vida, uma atitude. “Make the Vesp choice”, as razões para essa escolha são claras.
O reforçar a notoriedade da marca constitui-se como óptima razão para que este spot tenha sido produzido.
Como factores-chave diria a: exclusividade, unicidade, atitude.
Através deste spot, o consumidor sente que ter uma Vespa é uma questão de atitude, de saber fazer a escolha certa, já que esta é única e intemporal.
Os benefícios deste spot são emocionais, pois farão com que o público-alvo se sinta “com estilo”, que pertence a um grupo de pessoas com atitude.
O público-alvo são jovens dos 18 aos 30 anos, da classe média-alta, alta.
Há um enorme foco na atitude, exclusividade, estilo de vida, em todos os spots da marca italiana. Estamos perante um posicionamento psicológico, pois o benefício transmitido ao consumidor é emocional.
O benefício subjectivo ou imaginário é justificado através da história do gorila e da rapariga, visível na execução publicitária (supporting evidence). O tom da comunicação é humorístico já que, inclusivamente, ironizam a história do “King Kong”, que desta vez prefere a Vespa à “miúda”.

Assinatura da marca: Vespa


O Slogan de Campanha é... Make the Vesp choice

A atitude e a exclusividade estão sempre presentes nas execuções publicitárias da Vespa.

A Vespa não é só uma scooter. É um dos grandes ícones de estilo e elegância italianos, e com as mais de 16 milhões de unidades produzidas, é um estilo bem conhecido em todo o mundo. A Vespa não é, apenas um fenómeno comercial, também teve um significativo impacto social. Durante os anos dolce vita, a Vespa tornou-se sinónimo de "scooter"; os jornalistas estrangeiros descreveram Itália como "o país Vespa", e o papel importante que a Vespa teve na sociedade italiana foi demonstrado pela sua aparência nas dezenas de filmes.




Além de filmes, actualmente, outras marcas utilizam a Vespa nos seus próprios spots, reforçando a importância que este ícone italiano tem para todos nós.
Aqui vão alguns exemplos:

TMN


Adidas


Borgata Casino


Não é preciso dizer mais nada pois não? "Make the Vesp choice..."



Fontes: http://www.vespa.pt/pt_PT/index.html; http://en.wikipedia.org/wiki/Vespa; http://www.piaggiogroup.com/home_page_en.htm; http://www.youtube.com/ e material disponibilizado pela Professora.

Cinquecento !

A FIAT, vai relançar a 4 de Julho de 2007, o carro que marcou uma época e que fez com que a FIAT sobrevivesse no período pós-guerra: o FIAT 500 ou cinquecento, como também era conhecido. Foram efectuadas diversas actualizações no carro, mas nenhuma delas teve o resultado moderno e citadino que este novo carro apresenta.
A data escolhida para o lançamento também não foi por acaso. A 4 de Julho de 1957 era lançada a primeira versão do FIAT 500, e “agora”, exactamente 50 anos depois, a FIAT lança a versão retrô moderna do seu grande sucesso.
O novo carro começou a ser fabricado em Tichy, na Polónia, fábrica que produzia o FIAT 124 que foi o inspirador do FIAT 147 brasileiro. Apesar de ser um carro com um design extremamente moderno, o FIAT 500 conserva os traços arredondados da sua versão inicial, com 3,55m de comprimento, ou seja, 7 cm menor que o Ford KA.



Em 2008, é lançado o spot televisivo do Novo FIAT 500.
A música utilizada neste anúncio é de Cut Chemist. Este, foi durante doze anos Dj e produtor dos Jurassic 5 tendo aí conquistado o respeito de um público “informado” dentro do hip-hop e também dos “giradisquistas” que nele viam um exemplo de simbiose entre técnica e bom gosto. Agradar a todos é uma tarefa complicada e ingrata. Vá… na maioria das vezes (quase) impossível. Ainda mais neste caso: como conciliar os scratches agressivos, que deram a Cut Chemist fama e popularidade, com o hip-hop, estilo pelo qual o Dj se tornou respeitado. Era esta a missão que Cut Chemist tinha no álbum “The Audience’s Listening”. O desafio foi vencido, “The Audience’s Listening” é um disco repleto de faixas convincentes, músicas dançantes, com batidas muito bem elaboradas, costuradas por scratches inteligentemente bem colocados, complementados por guitarras versáteis. Todos os temas recebem inspiração das constantes viagens do músico ao Brasil, criando um disco funky, com raízes hip-hop e um inseparável sabor latino.
A música “A Peak in Time” (utilizada neste spot da FIAT 500) transmite uma sensação de energia e movimento fabulosos. Diria mesmo, que possui uma sonoridade viciante.
Este “vício” musical, associado à rapidez com que passam as imagens de objectos que todos os consumidores reconhecem (pois fazem parte do seu dia-a-dia), reforça a ideia de energia e rapidez: o FIAT 500 é um carro citadino, preparado para uma vida de stress, uma vez que se adapta facilmente, é petit.
No fundo, é relançar um produto de elevada carga emocional, com potencialidades que não existiam nos modelos anteriores.
Típico carro italiano, o FIAT 500 possui classe, estilo, é pequeno, versátil e, possui uma certa mística e revivalismo, pelo seu passado e anos de existência.

A estratégia criativa adoptada é "abordagem à ressonância", já que nos mostra objectos comuns que fazem parte do dia-a-dia de todos, o que provoca uma memorização positiva. Trata-se de uma marca que comercializa produtos aos quais é difícil a diferenciação, pois muitos outros concorrentes fazem o mesmo, assim, este spot é importante para o relançamento do FIAT 500.
Comunica-se, em toda esta campanha, benefícios emocionais, com o relançamento de um produto que marcou uma época, agora associado através de objectos (pequenos, mas importantes) ao dia-a-dia de cada um. "EveryDay MasterPieces", tal como o FIAT 500.
Esta campanha dirigiu-se para o seu público-alvo e segmento-alvo: homens e mulheres da classe média-alta, alta; jovens adultos, inovadores e modernos; dos 18 aos 40.
Trata-se de um posicionamento psicológico, pois é transmitido ao consumidor o benefício emocional de ter um FIAT 500: é um carro que se adapta ao nosso, actual, dia-a-dia de stress, sem perder a sua intemporalidade.
O facto de na execução publicitária nos ser transmitido o nosso dia-a-dia através de objectos, que apesar de pequenos, estão lá...assim como o FIAT 500, faz com que o beneficio imaginário seja uma realidade (supporting evidence). O tom do spot é alegre.
A assinatura da marca é:



E o slogan da campanha..."EveryDay MasterPieces".


"The First Car, for the People created by the People!"

Em suma, não foi em vão que ganhou o “Carro do Ano 2008″!




Fontes: http://www.fiat.pt; http://www.fiat500.com/; http://www.youtube.com/ e material disponibilizado pela Professora.

Wednesday, 29 April 2009

"Maybe she's born with it. Maybe it's Maybelline."

A Maybelline surge em 1923. O químico Thomas L. Williams criou a primeira máscara, formulando uma mistura mais segura de vaselina com pó de carvão. Este, pretendia ajudar a sua irmã Mabel a conquistar o homem por quem se apaixonara mas que estava apaixonado por outra mulher... e funcionou! Mabel casou e Thomas fundou o que se tornaria num gigante da indústria, Maybelline (Mabel+vaselina).


Para dar resposta a uma procura crescente, Maybelline começou a vender a sua Máscara em cada vez mais lojas. No início, este produto era vendido a 10 cêntimos!
Nos anos 60, a Maybelline criou a sua revolucionária Ultra Lash, uma fórmula à prova de água contida num tubo: foi a primeira máscara destinada ao grande público.
Nos anos 70, a Maybelline lança as suas gamas de produtos para o rosto, lábios e unhas. Em 1970, é lançada a Great Lash, contida num tubo rosa e verde, que actualmente é o produto cosmético mais vendido nos E.U.A.

Em 1991, a Maybelline inventa a frase "Maybe she's born with it. Maybe it's Maybelline". Esta fórmula exprime a ideia de que a beleza de cada mulher deve ser revelada.
Sempre na liderança, ao longo dos anos, a Maybelline New York inventou os produtos que se adaptam a todas as mulheres... para revelar todas as facetas da sua feminilidade!


O spot escolhido:



Mal visionamos o spot da Maybelline, deparamo-nos com uma das três “musas inspiradoras” da marca: Adriana Lima.
A modelo brasileira apresenta-nos o novo Water Shine Elixir afirmando, no primeiro segundo do spot: “Alguns batons brilham, mas só um lhe dá o brilho hipnotizante (…)”. Desta forma, a marca procura automaticamente distanciar-se dos seus concorrentes e reforçar a sua posição perante o consumidor.
Todo o spot, nos leva a identificar a marca: transmite-nos visualmente uma ideia de brilho, cores fortes e lábios voluptuosos, associados à música de fundo, com a qual o consumidor já está familiarizado (visto ser a música que normalmente acompanha os spots da marca). Tudo isto revela um certo status da marca.

A estratégia criativa adoptada é a “abordagem à ressonância”, tendo sido escolhida uma celeridade (Adriana Lima) que transmite os valores da campanha que pretende ser jovem, inovadora e diferenciar-se das demais. Além disso, a memorização positiva é importante num segmento como este, onde não há muita diferenciação.
O relançamento de produtos para que a marca não caia no esquecimento, seja notada, fazer face à concorrência, constituem-se como óptimas razões para que este spot tenha sido realizado.
Os factores-chave? Considero o brilho, a facilidade em usar o produto (“…basta rodar…”) e a própria sensualidade.
Através deste spot o público-alvo sentirá que o uso de Maybelline aumenta a sensualidade (não é um brilho “qualquer”, é um brilho “hipnotizante”, que não deixa os “opostos” indiferentes) e tem uma aplicação simples de “alta precisão”.
Os benefícios transmitidos no spot são emocionais, pois farão com que as mulheres se sintam mais belas e sensuais.
Sendo um spot dirigido a mulheres de classe média, média alta, aproximadamente, dos 18 aos 30 anos de idade, foca a beleza (consumer insight).
Há um enorme foco na sensualidade, beleza, em todos os spots da marca da Big Apple. Estamos perante um posicionamento psicológico, pois o benefício transmitido ao consumidor é completamente emocional.
Além de nos informar das suas características ultra brilhantes aka ofuscantes, o spot explica-nos a facilidade em usar o produto (supporting evidence). O tom da comunicação é estético.
No final do spot, a Maybelline ainda convida as consumidoras a visitarem o seu site, caso queiram aprender a maquilhar-se.

Assinatura da marca:



E o slogan da campanha é... “Novo Water Shine Elixir”.

As três “musas inspiradoras” e o “Maybe it’s Maybelline”, são elementos que surgem em todos os spots da marca.



Fontes: http://www.youtube.com; http://www.maybelline.pt/ e material disponilizado pela Professora.

Tuesday, 28 April 2009

"Yes, I Ken!"

Olá. O meu nome é Mariana Martins, tenho 20 anos...e adoro a Barbie (pronto, não me julguem…há quem goste da Hello Kitty, Pucca, Betty Boop, …certo?).
Portanto, não existe forma melhor de começar este novo percurso do meu blog. Agora pelo mundo da Publicidade…

Nascida Barbara Millicent Roberts, a Barbie celebra o seu aniversário no dia em que se estreou na feira do brinquedo de Nova Iorque, a 9 de Março de 1959. Mas tudo começou quando Ruth Handler, co-fundadora da Mattel, estava a observar as brincadeiras da sua filha com bonecas de papel que fazia passar por mulheres adultas. Nesse momento, deu-se conta de que tudo o que existia no mercado eram imitações de bebés. Teve então a ideia de fazer uma boneca adolescente com qual as meninas se identificassem. Durante uma viagem à Europa, a sua ideia toma forma quando vê Lilli, a versão tridimensional de uma personagem de uma banda desenhada erótica publicada no tablóide alemão Bild. Sem pudores, Ruth leva Lilli para os E.U.A. e apresenta-a como modelo ao designer Jack Ryan.
Com o cabelo louro apanhado num rabo-de-cavalo subido e um fato de banho às riscas pretas e brancas, a primeira Barbie chega, vê e vence.



A partir dos anos 80, a febre estende-se aos adultos. Dos três dólares que custavam as primeiras bonecas, uma Barbie pode atingir mais de 7.800. O recorde foi estabelecido num leilão da Christie’s, em Londres, com a Barbie Midnight Red, de 1965, a ser vendida por dezassete mil dólares.

Aqui podemos observar o primeiro spot feito para a Barbie, em 1959:



Porém, a comunicação tem vindo a evoluir ao longo do tempo. E na imensidão de spots que encontrei da Barbie, escolhi particularmente este. Porquê? Porque este foi o meu 1º Ken:



A música que passa neste spot é totalmente dirigida a crianças. A voz que canta a melodia é suave, doce, alegre, …, é uma voz feminina, que as crianças “assumem” como maternal. Além da voz, o spot é extremamente informativo: praticamente só pela audição percebemos o tipo de diferenciação que o produto oferece (um Ken em que temos a capacidade de fazer e desfazer a barba, as vezes que quisermos; um Ken que permite novas “brincadeiras”) e aprendemos a usá-lo. Além disso, a maioria das crianças, para que este spot é dirigido, ainda não sabe ler, ou estão a aprender. Assim, a audição assume um papel crucial.
A imagem vem completar tudo isto. Todo o spot foca bastante o produto – o Ken.
Simulando uma “brincadeira”, crianças explicam como utilizar o produto (supporting evidence).
E além da voz, que inspira a figura materna, as crianças, associam o acto de “desfazer a barba” a uma figura paterna.
Assim, este spot comunica um novo produto, distanciando-se dos seus concorrentes, ao demonstrar a constante capacidade de inovar da marca.
O spot capta a atenção, apelando à emoção e incitando as crianças a pedirem, aos pais o Ken Barba Mágica. Desta forma, os Pais, da classe média, média-alta e alta, são o público-alvo; o segmento as crianças dos 5 aos 12 anos de idade.
A assinatura da marca:



O “cor-de-rosa barbie” (sim, é verídico! Existe), a boneca de cabelo apanhado num rabo-de-cavalo subido e as crianças, são características sempre associadas à marca.

Já o slogan de campanha varia e, neste caso, é nos apresentado no inicio e fim do spot... “Sempre Junto a ti… Ken Barba Mágica”

No dia 9 de Março de 2009, a Barbie comemorou cinquenta anos de existência.

A boneca mais vendida do mundo (comercializada em 150 países, estima-se que, a cada segundo, são vendidas duas Barbies no mundo) continua a dizer “Yes, I Ken.”

A Barbie sempre teve um grande sentido de estilo e já foi musa de McQueen, Gaultier, Galliano, Louis Vuitton, Vivienne Westwood, entre outros (a lista é enorme). As estimativas da Mattel indicam que já foram criadas mais de mil milhões de peças desde o aparecimento da boneca. E, apesar de já ter tudo com que uma rapariga sonha (um Volkswagen Beatle cor-de-rosa, uma casa de sonho, qualquer carreira que lhe apeteça e até um Ken), ao celebrar os seus cinquenta anos, chovem presentes. “Em todas as capitais da Moda, haverá alguma coisa a acontecer”, diz Richard Dickson, responsável pelo rebranding da boneca. Portugal não é excepção. No dia 9 de Março, por todo o país, existiram animações em várias lojas, com ofertas de brindes, e, em Maio, o Museu do Traje abre as suas portas a uma mostra que ilustra o papel da boneca na história da moda. Uma história que também se fez em português: em 1989, Augustus cria o primeiro modelo para a Barbie. “Quando cria para a Barbie, a maioria dos designers torna-se criança”, revela Richard Dickson.

Uma das críticas mais comuns é a de promover uma ideia distorcida do corpo feminino. E, mais recentemente, o “b[u]z” da indignação da imprensa, por considerarem irrelevante dar-lhe “tempo de antena” na comunicação social, pelos seus 50 anos de existência. (Por favor consultar o texto do Ricardo Araújo Pereira: in http://aeiou.visao.pt/um-grande-beijo-de-plastico-para-a-barbie=f499144)

Críticas à parte, a Mattel recusa-se a divulgar os números portugueses, mas garante que “a Barbie é a marca líder de mercado em brinquedos de menina, com grande destaque face aos seus concorrentes”.

Mais do que um ícone norte-americano, a Barbie tornou-se um símbolo de cultura pop universal. Foi retratata por Warhol, vestida por todos os designers, despida pelos críticos culturais e comprada mais de mil milhões de vezes. Foi surfista, hippie, yuppie, estrela rock, astronauta, veterinária e candidata a presidências.
É caso para citar os Aqua e dizer:
"Life in plastic is fantastic!"





Fontes: http://barbie.everythinggirl.com/; http://www.barbiemedia.com/; http://www.youtube.com/ e material disponibilizado pela Professora.